Cada escrita no seu suporte
9 de agosto de 2010

Cada macaco no seu galho. Este provérbio aplicado à escrita pode significar que deve haver um estilo adaptado ao suporte a que se destina. Seja qual for o tipo de escrita – jornalística, de marketing e publicidade ou criativa, este conceito aplica-se. Nas empresas também.
Muitas empresas investem na criação de sites vistosos mas descuram os textos, ficando quase em branco ou copiam-nos de documentos antigos escritos na empresa, elaborados num contexto diferente da Internet. São como vagões de comboio que circulam vazios. Contentores sem conteúdo.
Numa grande parte das empresas a contenção de custos é a palavra de ordem e como escrever qualquer um o faz, pede-se aos colaboradores da empresa com funções completamente diferentes para desenrascar os textos. Têm uma ideia de que é importante. E daí pedem àquela pessoa que até tem jeitinho com as palavras: «olha, escreve aí umas coisas para pôr no site».
Quem está nas empresas sabe que eu não estou a exagerar muito. Claro que não podemos generalizar. Cada vez mais as empresas têm departamento de Comunicação e Marketing com pessoas formadas na área ou, pelo menos, estão sensibilizadas para tal. Pessoas que estudam o mercado, fazem planeamento, criam campanhas e estudam os resultados. Mas ainda há tanto a fazer na escrita para internet (Web Writing).
A escrita corporativa na internet não pode ser cinzenta. As redes sociais colocam novos desafios, ao aproximar as empresas dos seus consumidores. As empresas falam agora na primeira pessoa e querem criar relações duradouras com o seu público. O conservadorismo nem estilos de escrita do século passado não se coadunam com os novos métodos de trabalho. No entanto, clareza, brevidade, correcção e organização são valores que se mantêm ao longo dos tempos.
As empresas de hoje têm de ser rigorosas, eficientes e dinâmicas até porque o contexto em que se inserem é cada vez mais competitivo, à escala global. As empresas têm de ser cada vez mais empenhadas na sua comunicação e valorizar os textos que enviam para o exterior, porque estes são a imagem que perdura em vários suportes de forma diferenciada. Como diria Marshall McLuhan, os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam.








