\r\n\r\nO web designer britânico Paul Boag, depois de mais de uma década de trabalho junto de clientes, observou um padrão recorrente: os sites que tiveram sucesso foram aqueles que tinham por trás um gestor bem informado e entusiasta.No seu livro Website Owner’s Manual, o autor destaca os desafios desta função complexa, muitas vezes com poucos recursos e desafiante, que têm de gerir um site em paralelo à sua actividade laboral, com responsabilidades pouco definidas.\r\n\r\nAs falhas nesta função podem estar relacionadas com a falta de definição das tarefas, que pode gerar uma falta de foco no que realmente é importante. Os outros podem assumir que a responsabilidade é do gestor, quando de facto não é. A indefinição causa ansiedade, podendo o gestor achar que não está a cumprir os objectivos, vagamente definidos e com expectativas pouco realistas. Seguem-se seis características fundamentais que o gestor do site deve ser capaz de desenvolver.\r\n

Ter uma visão

\r\nO gestor do website deve ter uma visão clara, consistente, resultado das várias perspectivas dos vários intervenientes no site. È preciso concretizar qual é o objectivo do site e saber qual o caminho a seguir, isto é, como vai evoluir o site nos próximos meses ou anos.\r\n

Defender essa visão

\r\nDepois de estabelecer a visão, é preciso mantê-la face a interesses de departamentos diferentes. O objectivo é não perder o fio condutor do que é importante em termos corporativos.\r\n

Evangelizar a empresa

\r\nSem estar na defensiva, para não ficar isolado do resto da organização, é preciso procurar formas de o site ser útil e trazer benefícios nas operações da empresa, mantendo o diálogo com os vários departamentos e indivíduos.\r\n

Gerir os conteúdos

\r\nAlém dos papéis conceptuais, o papel mais prático, exigente e consumidor de tempo é a responsabilidade sobre o conteúdo, subdividida em três categorias:\r\n

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  • Criar um conteúdo inicial, um aspecto muitas vezes subestimado. Será necessário reunir o material de diferentes fontes e adaptá-lo a um tipo de escrita adequada à Internet e criar novos conteúdos de raíz.
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  • Manter os conteúdos actualizados, porque o trabalho não acaba quando se lança o site. São necessários novos motivos para que o visitante tenha vontade de voltar ao site.
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  • Assegurar a consistência da mensagem, porque o site tem de ter um tom característico e unificado em todo o site. Mesmo havendo várias origens de conteúdo, tem de haver uma edição e revisão cuidada para se manter o mesmo registo em todo o site e não dar ideia de que tem uma personalidade dissonante.
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Coordenar os projectos

\r\nAlém dos contributos dos conteúdos, é preciso gerir os designers, o desenvolvimento, as empresas de alojamento, os especialistas em Web Marketing e usabilidade, entre outros. Mesmo havendo uma empresa que se encarregue da maior parte destas tarefas haverá sempre a necessidade de haver alguma gestão da parte da empresa, quanto a orçamento, aprovação do design e fornecimento de conteúdo base. Infelizmente, comenta o autor, o papel final que quase todos os gestores de site desempenham é o de árbitro não oficial.\r\n

Resolver os desentendimentos

\r\nSão necessários compromissos para determinar quais os conteúdos e secções da organização que vão ter maior prioridade, gerir o orçamento e prazos, uma fez que os vários intervenientes têm visões diferentes sobre o que é importante. A função do gestor do site é encontrar um ponto de entendimento quando existe um impasse e gerar decisões. Este papel está sempre em evolução.\r\n\r\nE, para rematar o artigo publicado no site eConsultancy, o autor reforça que o trabalho de um gestor de web site nunca está concluído. Para atingir o objectivo de ter um site bem-sucedido é preciso que lhe seja atribuído tempo e recursos para desempenhar o papel correctamente e a gerência tem de ter a noção da complexidade da tarefa.