Neste momento, as PME constituem 35% do investimento em Tecnologias de Informação (TI) em Portugal, tendo investido 1,16 milhões de euros em 2009, uma quebra de 11,1% face a 2008, afirma a IDC.\r\n\r\nNuma análise ao mercado de TI a nível europeu sobre a utilização das TI e o impacto na competitividade das PME, foram ouvidos fornecedores e compradores de TI neste segmento. Em Portugal, nos últimos 12 meses a IDC inquiriu quase 1000 PMEs.\r\n\r\n”Com este estudo, a IDC revela um conjunto de dados relevantes sobre o papel do investimento em TI’s na modernização da esmagadora maioria do nosso tecido económico”, afirma Gabriel Coimbra. “As análises produzidas mostram algum atraso tecnológico das nossas PME aliado a uma sensibilidade reduzida para a importância deste tipo de investimentos para manter a competitividade, o que leva ao desinvestimento em situações de crise.”\r\n\r\nEste estudo integra, por exemplo, uma análise de clusters onde foram definidos quatro grupos distintos numa escala de sofisticação dos investimentos em TI, definida a nível europeu:\r\n\r\nOs retardatários, que caracterizam as PME que possuem apenas uma infra-estrutura básica e muita relutância no investimento em TI, representando cerca de 27% das PME europeias. Em Portugal este grupo representa quase 30% das PME.\r\n\r\nOs que esperam para ver, e que representam as PME que possuem uma base tecnológica consistente para o suporte dos seus processos empresariais, mas que têm uma atitude conservadora no que toca ao investimento em novas soluções tecnológicas. Este grupo representa a maior fatia do universo de PME europeias (36%). No caso concreto de Portugal este cluster representa quase 40% das PME.\r\n\r\nOs seguidores, empresas que são caracterizadas por uma sólida infra-estrutura tecnológica e uma forte propensão para o investimento em TI. Representam cerca de 16% das PME europeias. Em Portugal representam cerca de 17%.\r\n\r\nOs orientados à tecnologia, que representam as PME mais sofisticadas no que diz respeito aos investimentos em tecnologia. Integram este grupo 21% das PME europeias mas apenas 13% das PMEs nacionais.\r\n\r\nO estudo divulgado analisa também o nível de sofisticação e propensão para o investimento em TI nos vários sectores de actividade e o impacto de um conjunto crítico de soluções tecnológicas na produtividade e competitividade das PME portuguesas.

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