O que fazer para se preparar para o Natal enquanto ainda há tempo

Natal

Os centros comerciais já estão enfeitados e ainda não chegámos a Dezembro. O apelo ao consumismo é forte mas, ainda assim, queremos celebrar o verdadeiro espírito natalício: família e cenas lamechas. Os excessos são normais, dizem. Serão? Nesta altura normal é debatemo-nos com sentimentos contraditórios provocados pela crise e pela vontade de comprar. A associação da felicidade ao consumo ainda faz sentido? Natal e minimalismo não combinam, pois não?

#1 Oferecer presentes nacionais

Este Natal vou tentar comprar presentes de uma forma mais consciente, que ajudem os negócios nacionais ou que pelo menos deixem cá algum dinheiro: há tantas marcas portuguesas de roupa, brinquedos, vinhos e coisas giras. Já ando a ver os sites de compras à procura de ideias engraçadas, principalmente para as crianças.  Parece uma daquelas frases feitas, mas é verdade. Ao ter este cuidado estamos a ajudar as famílias portuguesas, de certa forma. Podemos também incluir neste tópico os presentes de artesanato, em que estamos a oferecer algo original e não massificado e a ajudar as pessoas que até têm jeitinho para a coisa. Neste caso, temos de ter o cuidado de fazer os nossos pedidos com alguma antecedência.

#2 Coisas úteis

Outro apelo que faço é que ofereçam coisas úteis, que se usem de certeza. Na nossa infância, lembro-me da minha avô oferecer ou um par de meias, meias calças ou camisola interior e uma caixa de bombocas. Não se desperdiçava nada! Claro que na altura barafustava porque queria algo mais atual, como os brinquedos que apareciam na televisão e depois daquela expectativa toda ver «só roupa»… Eu tive uma ideia um bocado geek que não levei para a frente, por ser um bocado pretensiosa, mas era do género: criar a wishlist ao contrário e enviar  por email. «Temos 7 bonecos carecas e 5 brinquedos do tipo com rodas, pelo que o nosso espaço de armazenagem esgotou para este tipo de items; aceitam-se contributos do tipo jogos sem peças muito pequenas».

#3 Resgatar a Simplicidade

Lembro-me que os meus pais sempre cultivaram a magia do Natal, sem excessos e com simplicidade, e sempre adorei essa altura do ano. Durante mais de dez anos perdi o interesse pelo Natal, porque me trazia à memória tempos de alegria com a minha mãe, que partiu demasiado cedo. Agora sou eu que quero fazer tudo e mais alguma coisa com a minha filha. Quase que fiz as pazes com o Natal. As perdas pessoais fazem com que passemos a dar valor a outro tipo de coisas.

A intenção é que conta, mas a nossa vida já é um caos sem ter milhares de bibelôs à volta para tomar conta deles. Eu, pelo menos, não tenho vida para isto! Serei demasiado prática? Na verdade sempre ouvi que «o dinheiro custa a ganhar» e custa-me pensar que podia ter sido investido em algo com mais valor para a pessoa, não necessariamente o valor material da coisa em si.

#4 Organização

Fazer uma lista é sempre boa ideia, assim como determinar um orçamento. Nunca é demais dizer isto: tente compras as prendas com alguma antecedência, nem que seja só um miminho. Além disso, ando cada vez mais adepta de presentes do tipo experiência, do tipo um fim-de-semana num sítio diferente.

#5 Evitar os excessos

Os convívios são sempre à mesa, a abarrotar de comida. Não há outro modelo? Eu sei que lá fora está frio e tal… O que mais me custa ver é o exagero de comida que sobra e que depois se ingere para não ir diretamente para o lixo. Se eu comesse o que devia, em 30 minutos estava arrumado o assunto. Quando te rodeias de pessoas que ainda por cima cozinham bem a tentação é ainda maior. Claro que o problema é meu, eu é que me devia controlar. Não há discussão possível. Podíamos resolver o assunto com quotas: cada pessoa só pode levar um doce e um salgado.

Depois é sempre a mesma coisa: eu a lutar contra a balança e o meu apetite voraz por doces a pregar-me partidas. Tento distrair o cérebro, mas quando dou por ela a minha mão já se encarregou de provar outra vez aquele frito de Natal, completamente desnecessário, na ceia de Natal. Ou mesmo durante a preparação.

E que tal pôr algum tipo de desporto na equação natalícia? Da minha parte não prometo nada, mas era uma boa ideia. Tipo aqueles desafios dos blogs.

Felicidade e Consumo

Nada como uma profissional do Marketing para se pôr aqui a filosofar sobre «ser feliz» e «comprar coisas». A sociedade capitalista construiu-se com base no consumo e do estímulo de necessidades que existem dentro de cada um de nós e que estão à espera de muito pouco para serem despoletadas.

Este texto acabou por se tornar mais pessoal do que estava a pensar no início mas um blog é mesmo isto. Esta é a minha visão no Natal e dos seus preparativos.

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1 Comment

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