Sudoeste, um festival visto do ponto de vista do marketing

Pela primeira vez, fui ao Festival Sudoeste este ano. Ao fim de 14 edições, alguns aspectos são já míticos, como o recheado cartaz de artistas, a poeirada que cobre os milhares de carros estacionados na planície alentejana, o campismo selvagem e o «espírito».Quem por lá passa ao longo do ano não imagina a transformação que se presencia na paisagem da Herdade da Casa Branca (São Teotónio, Odemira), que todos os anos por esta altura se torna o centro das atenções de Portugal e arredores. Por boas razões. Dezenas de artistas nacionais e internacionais e uma multidão de pessoas invadem, durante uma semana, a zona da Zambujeira do Mar, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

O cartaz de sexta-feira prometia, com James Morrison, Colbie Caillat e Jamiroquai. Marketing de experiências por todo o lado. Durante o concerto de Jamiroquai, soltaram balões azuis com a frase «I love your hat». O chapéu desta vez era de penas, pedido emprestado a um grande chefe índio.

Activações de marca por todo o lado

A interligação entre o festival e as redes sociais esteve sempre presente. No espaço da TMN gravavam-se vídeos com as prestações musicais dos festivaleiros para pôr no Facebook. Às iniciativas foram atribuídos nomes sugestivos como Star Parade, Mega Phone Call, Flirt Zona, Sing Along Alentejano, T-Dance, Eco Friends e Band Bonding.

A utilização da língua inglesa deve ter sido utilizada para dar um ar fashion ou para que os estrangeiros presentes pudessem entender o que se estava a passar. O festival foi transmitido em directo na página da TMN no Facebook e no Meo Mobile.

 

 

As constantes iniciativas da Rádio Comercial também animaram o ambiente e as redes sociais. Ainda tentei ver o que estavam a dar mas fui atropelada, como se de uma manada de búfalos se tratasse, por causa de uma t-shirt. A utilização do Facebook foi uma constante, para dar o componente de imagem que falta à rádio.

Dá que pensar. Uma média diária de cerca de 40 mil pessoas foi atraída àquele local, situado no maior município português em extensão territorial. Um concelho que pode vir a sofrer bastante com o envelhecimento da população e que tem dificuldade em fixar população jovem. Onde se come e vive bem mas onde existem poucos empregos.

Durante uma semana a calma alentejana recebe outros estilos de vida, depois volta tudo ao normal. Para umas coisas, felizmente, para outras nem tanto.

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